Caso Pesseghini: Quando o impossível deixa de ser impossível?

Como um criança de 13 anos pode ter a coragem e o sangue frio de matar, com um tiro de execução, 4 familiares sendo dois deles o seu próprio pai e mãe? A essa dúvida jamais teremos uma resposta ao mesmo tempo que buscamos uma. Um caso que traz a tona a prova técnica como aquela que vai nos trazer a luz para uma tragédia que deixaria até o rei do suspense Alfred Hitchcock com inveja. De fato estamos falando caso dos Pesseghini onde 4 pessoas de uma mesma família foram mortos aparentemente sem oferecer resistência e com um disparo na cabeça. Um crime que tem chamado a atenção de todos pois as suspeitas estão sendo direcionadas ao menino Marcelo, filho do casal de PMs assassinados de apenas 13 anos de idade que também foi encontrado morto com um tiro na cabeça. As autoridades julgam que Marcelo teria se matado após ter executado sua família. Seria ele um menino paranoico com uma visão distorcida da realidade a ponto de se deixar passar a influencia da violência de um videogame? Ou tudo não passa de um bem orquestrado plano para executar toda uma família? Uma dicotomia de pensamentos que tem alimentado discussões até mesmo entre os peritos criminais a ponto de duas presidentes de Associações de Peritos Criminais se pronunciarem sobre o assunto em rede nacional.

Relembre o caso



http://www.youtube.com/watch?v=oTflZPlOfFg


http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/maria-do-rosario-mathias-serafim-e-a-presidente-da-associacao-dos-peritos-criminais-de-sp/2769444/


A despeito do episódio dos Pesseghini um estudo publicado no Howard Journal of Criminal Justice tem identificado as características comuns de assassinos ou serial killers da própria família e que permite traçar um paralelo entre os casos principalmente no que tange a analise comportamental do assassino. Neste estudo foram revistos os registros desse evento durante um intervalo de 30 anos. Os resultados mostram algumas particularidades. Por exemplo, o mês em que ocorreu a maioria dos assassinatos foi Agosto sendo o Domingo o dia da semana mais frequente. A idade mais propícia seria ao redor dos 30 anos de idade para o cometimento dos crimes. Foram elencadas ainda as motivações mais  frequentes sendo o desentendimento familiar o mais comum seguido de dificuldades financeiras.



Além disso, os casos registrados foram separados em 4 categorias distintas de assassinos.
Como se vê, o caso dos Pesseghini foge totalmente dos perfis de assassinos de família ao se comparar este caso com o trabalho publicado lançando ainda mais dúvidas sobre o caso. Além disso, uma análise comportamental sobre o tempo do suicídio do assassino intriga ainda mais. No conjunto dos casos analisados no trabalho, o assassino se suicida mais frequentemente logo após cometer os assassinatos. Dos que retardaram o tempo do suicídio estes o fizeram para viajar para outro lugar, mas nunca retornaram à cena do crime. Em outras palavras ir à escola para depois retornar a cena do crime não é um comportamento de quem pretende se suicidar.

Os 4 tipos de assassinos 

  • O Moralista » procura botar a culpa por seus crimes sobre a mãe que ele responsabiliza pela quebra da unidade familiar.Para estes homens, o seu status de ganha-pão é fundamental para a sua idéia de família ideal

  •  O Desapontado » Acredita que a família atua de uma maneira a destruir o seu ideal de família, seja não seguindo as tradições religiosas como também os costumes culturais que o pai impõe.

  • O Anômico » para ele a família representa o resultado do seu sucesso econômico. Quando ele se torna um derrotado financeiramente, sua família perde sua função.

  • O Paranóico » apresenta a percepção de uma ameaça externa existe à sua família. Os assassinatos acontecem como forma de proteger sua família.

 É improvável ou, para muitos, até mesmo impossível, que uma criança tenha cometido os assassinatos. Mas, afinal, o impossível só é considerado impossível até acontecer pela primeira vez...
 

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